Beleza Extraordinária

O que causa a espinha interna ou externa? Descubra e saiba qual o melhor tratamento para cada uma

  • Entenda as diferenças entre espinhas internas e externas e saiba como tratar cada uma (Foto: Shutterstock)
  • As espinhas internas são as doloridas e sem abertura para o exterior (Foto: Shutterstock)
  • Para tratar as espinhas externas, alguns tratamentos tópicos podem ajudar (Foto: Shutterstock)
Tela cheia
Previous Next
Entenda as diferenças entre espinhas internas e externas e saiba como tratar cada uma (Foto: Shutterstock)
  • Entenda as diferenças entre espinhas internas e externas e saiba como tratar cada uma (Foto: Shutterstock)
  • As espinhas internas são as doloridas e sem abertura para o exterior (Foto: Shutterstock)
  • Para tratar as espinhas externas, alguns tratamentos tópicos podem ajudar (Foto: Shutterstock)

Você sabe a diferença entre as espinhas internas e as externas? Na busca por uma pele perfeita, a acne é um dos maiores incômodos, que sempre aparece quando menos se espera. E nesses momentos, é importante saber como cuidar de cada comedão, para evitar que a inflamação piore e até que deixe marcas. Para esclarecer todas as suas dúvidas sobre o assunto, as dermatologistas Renata Ayd e Tatiane Curi entregaram algumas dicas ao Beleza Extraordinária - confira!

Espinhas internas não têm abertura e podem ser bastante doloridas

O que são: as espinhas internas acontecem numa camada da pele mais profunda e não têm abertura para exterior, ao contrário das externas. "Quando esse o orifício por onde sai a secreção sebácea está entupido com uma 'rolha' formada de células mortas e sebo, temos a acne fechada, em que não se consegue retirar a secreção a não ser fazendo um pertuito para a saída. Essa é a espinha interna", afirma a dermatologista Renata Ayd. 

Geralmente, elas são doloridas e incham com muita facilidade e, de acordo com a dermatologista, o ideal é evitar tocar nelas, para não piorar a inflamação. "Espremer lesões inflamadas e com pus pode levar a um aumento da reação bacteriana com maior inflamação, manchas e cicatrizes, além do perigo de espalhar bactérias para a corrente sanguínea, o que é especialmente perigoso na área do nariz e bochechas, que têm conexão com vasos finos que irrigam também o cérebro, podendo causar infecções graves."

Como tratar: para eliminar este tipo de espinha, o tratamento mais indicado é com antibióticos orais e tópicos, bem como a isotretinoína, que devem ser receitados por dermatologista. Injeções com cortisona também podem ser uma solução, no entanto, apenas pode ser feito em consultório. Compressas com água gelada ajudam a melhorar o inchaço nos primeiros dias.

"A secreção em excesso deve ser eliminada para manter a glândula saudável, mas não adianta tentar espremer lesões que estão entupidas... há uma série de produtos e equipamentos que amolecem essas secreções endurecidas e nos ajudam a drenar essas glândulas sem traumatizar a pele para não provocar cicatrizes e nem manchas", contou Renata. Além disso, a dermatologista aconselha as limpezas de pele frequentes. "Uma limpeza adequada é muito importante, e as limpezas realizadas por profissionais capacitados conseguem aliviar muito o processo ajudando com que as medicações consigam ser melhor absorvidas pela pele."

Espinhas externas são as mais comuns e fáceis de tratar

O que são: já as externas são aquelas que mostram uma pontinha branca ou amarelada após alguns dias e que ficam na camada mais superficial da pele, a epiderme. "Quando o orifício por onde sai a secreção sebácea está aberto, podemos ver uma massinha escura. Esse material é um sebo mais espesso que não conseguiu ser eliminado e oxida em contato com o ar. Essa é a espinha externa", explicou a dermatologista Renata Ayd. Este tipo de comedões não dói - a menos que você insista em espremer - e também seca facilmente com cuidados de limpeza específicos. 

Como tratar: além dos cuidados diários para evitar a oleosidade excessiva, o ideal é usar um creme enriquecido com ácido salicílico para aplicar de forma localizada. Nas limpezas de pele em clínica de estética, é comum fazer a remoção da pontinha amarela, sempre com as ferramentas e cuidados adequados para evitar a inflamação da região. Segundo a dermatologista Tatiane Curi, entre os tratamentos mais definitivos estão os antibióticos e os lasers. "Assim como as internas, as espinhas externas podem ser tratadas com antibióticos orais ou tópicos separadamente, dependendo do grau e extensão do acometimento, e também a isotretinoína. Existem alguns lasers que agem na inflamação da pele causada pela bactéria e até peelings com ácidos na intenção de secar essas lesões inflamadas", explicou a especialista.

Tatiane também alerta para os distúrbios hormonais, que podem estar na origem do problema. "Outras causas devem ser pesquisadas como alterações hormonais: cosméticos inadequados e medicamentos orais para se afastar a possível causa e ter uma diminuição da recidiva do problema. Dependendo da causa, anticoncepcionais orais ou alguns medicamentos que auxiliam no índice glicêmico também podem ser utilizados em conjunto".

Redação: Leonor Militão

Temas relacionados
Cicatri Renov de Elseve

Conheça o leave-in de tratamento queridinho da Grazi