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Tenho uma espinha interna, o que fazer? Confira as dicas da dermatologista para eliminar e prevenir o problema

  • Descubra como cuidar das espinhas internas e como evitá-las (Foto: Instagram @tenipanosian)
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Descubra como cuidar das espinhas internas e como evitá-las (Foto: Instagram @tenipanosian)

Quem nunca passou pela experiência de ter um evento super importante e, justo no grande dia, aparecer uma espinha no nariz ou no meio da testa? Quando isso acontece, todo mundo tem uma receitinha para fazer a espinha secar mais rápido e disfarçar a aparência. Mas e quando a espinha é interna?

Nesses casos, parece mais difícil lidar com o problema. Afinal, tem como acelerar o desaparecimento das espinhas internas? Conversamos com a dermatologista Renata Ayd, que contou o que fazer para lidar com esse tipo de acne e como evitar que elas voltem a aparecer. Veja a entrevista abaixo!

Beleza Extraordinária: Como surgem as espinhas internas?

Renata Ayd: As espinhas internas surgem por aumento do tamanho das glândulas sebáceas, que produzem a lubrificação da pele. Quando sua extremidade superficial na pele se encontra obstruída por maior produção de queratina, a secreção produzida não consegue ser eliminada e há uma inflamação na parte interna da glândula. É aquela bolinha que vemos da cor da pele, mas sem nenhum orifício de saída. 

Por isso, não adianta espremer esse tipo de acne, pois não há um canal aberto para a superfície para drenar o conteúdo da glândula. Muitas vezes, esse conteúdo pode sofrer contaminação bacteriana e promover reação inflamatória, causando eritema, calor e dor, além da formação de pus.

BE: Qual é a diferença da espinha interna para a espinha comum?

RA: Nas acnes onde conseguimos fazer sair uma secreção (espinha comum), temos o poro aberto para a pele, diferentemente da espinha interna. Na acne comum, essa substância de dentro da glândula se oxida e fica escura na ponta, que é a ponta do cravinho quando esprememos. Não há nenhum tipo de "bicho" na pele, a secreção só muda de cor porque entra em contato com o ar.

BE: Como cuidar da espinha interna?

RA: É importante não mexermos nas lesões de acne. Na face, quando esprememos uma lesão que esteja inflamada, podemos estar dissipando a bactéria pelo sangue que chega rapidamente ao cérebro, podendo dar sérias repercussões.

Muitas pessoas apresentam mais manchas escuras residuais de acne do que a lesão de acne ativa, pois as manchas são demoradas para clarear, por isso a importância do tratamento precoce e de não realizar nenhum trauma local. A limpeza de pele feita pela esteticista conta com vários passos para remover as impurezas de forma segura e que não deixa a pele ficar marcada.

BE: É possível prevenir o surgimento delas? 

RA: A melhor maneira de evitar as acnes internas é manter a pele higienizada e usar substâncias queratolíticas que não deixem se formar os "tampões córneos". Com a saída da produção das glândulas, temos um risco muito menor de inflamação. Sabonetes que sejam adstringentes, tônicos específicos, limpeza de pele mensal nas peles mais oleosas e esfoliações a cada 7 ou 10 dias.

BE: É possível fazer a espinha interna sumir mais rápido?

RA: Quando aparecem lesões de acne interna, não adianta tentar espremer, isso só vai machucar sua pele e causar uma maior inflamação. O ideal é usar substâncias prescritas pelo dermatologista que vão aliviar a reação inflamatória e infecciosa, podendo ter ou não antibióticos e tônicos ou géis que ajudem a manter a pele mais fina e com menos acúmulos pontuais de queratina que promovam o fechamento dos poros.

Toda reação inflamatória se resolve mais rápido com calor local para trazer as células de defesa  pela vasodilatação. Podemos, então, fazer calor local, além de máscaras específicas que ajudam a regular a produção do sebo e a queratinização da pele.

Redação: Gabrielle Nunes

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