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Procedimentos químicos e alisamentos se fixam melhor em cabelos com coloração e químicas anteriores?

  • Os cabelos sem química são natualmente mais saudáveis do que as madeixas que passam constantemente por procedimentos
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Os cabelos sem química são natualmente mais saudáveis do que as madeixas que passam constantemente por procedimentos

Os cabelos são expostos a inúmeros agentes que podem retirar a hidratação e detonar as madeixas. Para quem mantém as madeixas naturais, sem alisamentos e colorações, as escamas da fibra capilar possuem menos fissuras e se conservam intactas - o que não significa que ela não esteja exposta a outros tipos de agressões, como as naturais. Com as cutículas mais fechadas, os cabelos ficam com mais luminisidade, devido ao fato das escamas segurarem a hidratação por mais tempo.

De acordo com algumas teorias encontradas na internet, apesar dessa característica representar cabelos saudáveis, ela também pode influênciar as madeixas negativamente durante o primeiro processo químico em fios virgens. Isso aconteceria porque o formato mais fechado das escamas não deixaria as substâncias passarem da fibra para a parte interna, interferindo na eficiência do processo.

Química tem substâncias que "forçam" a abertura das escamas independente do estado dos cabelos

A cutícula dos cabelos é a parte mais externa da fibra capilar, e controla a entrada e saída de pigmentos e hidratação do córtex, área que define a forma, a cor, a resistência e a elasticidade do fio. Os danos externos rompem a proteção da cutícula e causam queda, porosidade e ressecamento, o que significa que quanto mais danificado, maior a exposição dessa área. "Pense em um fio elétrico sendo desencapado. Existe a camada de fora, da borracha, que representa o fio, e o cobre, que é o córtex, onde a química é fixada. Um fio desencapado tem menos potência do que um intacto", explicou o colorista Rafael Cruz.

Na teoria, como as escamas estão mais abertas, os fios receberiam procedimentos com mais eficiência, ao contrário das madeixas virgens, que têm essa região intacta. Porém, na prática, os resultados variam de acordo com o estado do cabelo. "Os ativos do tratamento é que importam. Alisamentos, relaxamentos e colorações têm substâncias que abrem essas escamas, independente das mechas terem química ou não. O resultado final não leva isso em conta e sim o tom atual, se for coloração, ou o estado da fibra capilar, em outros procedimentos", explicou o cabeleireiro Cláudio Simas.

Cabelos precisam do grau de porosidade correto para estarem saudáveis

O colorista Rafael Cruz faz coro com o profissional e conta que o importante é a característica das madeixas antes do procedimento, independente da falta de química, porque agentes mecânicos e climáticos, como poluição e a fricção da escova também podem aumentar a porosidade capilar e afetar o processo. "A diferença entre os cabelos sem química e os com alisamentos ou colorações durante um procedimento é o resultado final, a sensibilidade. O resultado em um alisamento será fios lisos, independente de procedimentos anteriores", explicou o profissional.

De acordo com Rafael, todo cabelo é poroso, e o normal para as madeixas é ter entre 15% a 35% desse tipo de ressecamento para que os fios sejam capazes de absorver as hidratações e tratamentos. Mais do que isso, a porosidade pode influenciar na duração do tratamento, e fazer a tinta e o alisamento perderem o efeito antes do previsto. "Fios muito porosos não seguram tratamentos como um com fibra capilar com porosidade em níveis normais. Vai depender dos cuidados no salão, de hábitos caseiros e dos produtos escolhidos para tratar" contou o profissional do Visual Hair Design.

Caso à parte na fixação: escovas progressivas

Quem já fez alisamentos e progressivas precisa se preocupar com a questão de fixação por dois motivos distintos. De acordo com Cláudio, quem tem madeixas virgens e pretende alisá-las, precisará de uma análise prévia, porque esses fios sem química têm sua constituição intacta e sem muitas fissuras, o que pode dificultar a penetração do produto, e gerar desde um alisamento diferente em partes do cabelo a danos na fibra por qualquer "excesso" de tempo em que a extensão capilar tenha ficado exposta as substâncias para tentar fixar os ativos.

Para quem já a fez progressiva, a questão é com o pós-tratamento. Esse tipo de procedimento sela as cutículas do cabelo e evita que a porosidade fique entre os níveis normais para madeixas saudáveis. O efeito é de mechas "maquiadas", que não conseguem absorver hidratações e tratamentos por ter cutículas muito fechadas, o que enfraquece a fibra capilar a longo prazo.

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