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Pele na gravidez: espinhas, oleosidade, ressecamento... entenda as mudanças que podem acontecer durante a gestação

  •  O corpo da gestante passa por diversas mudanças internas que se refletem externamente. Saiba mais na matéria! (Foto: Instagram @senorita.cherelle)
  • Descubra por que as estrias se formam durante a gestação e conheça outros problemas de pele mais comuns na gravidez (Foto: Instagram  @workout.tone)
  •  A explicação para a maioria dos problemas de pele na gravidez em geral costuma ser culpa dos hormônios (Foto: Instagram @eva.runs)
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O corpo da gestante passa por diversas mudanças internas que se refletem externamente. Saiba mais na matéria! (Foto: Instagram @senorita.cherelle)
  •  O corpo da gestante passa por diversas mudanças internas que se refletem externamente. Saiba mais na matéria! (Foto: Instagram @senorita.cherelle)
  • Descubra por que as estrias se formam durante a gestação e conheça outros problemas de pele mais comuns na gravidez (Foto: Instagram  @workout.tone)
  •  A explicação para a maioria dos problemas de pele na gravidez em geral costuma ser culpa dos hormônios (Foto: Instagram @eva.runs)

A gestação é uma fase de mudanças no corpo da mulher e até mesmo as mamães de primeira viagem não demoram muito para reparar que corpo, rosto e madeixas não são mais os mesmos. Algumas transformações, contudo, podem ser menos agradáveis, resultando em problemas como acne, melasma e até mesmo estrias em regiões específicas. 

De qualquer jeito, a boa notícia é que esses quadros costumam ser causados por influência dos hormônios e, de acordo com a dermatologista Tatiane Curi, não serão necessariamente eternos. "As alterações podem ser fisiológicas e características da época gestacional, ou então patológicas e passíveis de tratamento", assegura a médica. A seguir, confira a explicação completa da especialista e saiba como cuidar da pele durante os 9 meses.

Quais são as alterações mais frequentes na pele da mulher gestante?

Ainda nos primeiros meses de gravidez - ou, às vezes, só a partir de um trimestre específico - é possível notar o aumento da oleosidade na pele, o surgimento de manchas no rosto e, por fim, as temidas listras esbranquiçadas quase sempre concentradas na barriga. Tudo isso, no entanto, tem um nome específico e uma explicação.

1) Melasma: uma das reclamações mais frequentes e incômodas das gestantes são as manchinhas escuras que surgem no rosto, chamadas de melasma - e não é para menos: de acordo com Tatiane, elas podem ocorrer em 75 a 90% das mulheres grávidas.

Por que acontece?

"Essas alterações são decorrentes principalmente da elevação de alguns hormônios, principalmente o hormônio melanocítico estimulante, o estrógeno e a progesterona. Ela acomete mais comumente o rosto, mas outras áreas também podem ser acometidas", explica a médica.

2) Estrias: outro problema recorrente entre as gestantes, as linhas esbranquiçadas que surgem no corpo costumam dar as caras principalmente a partir da 24ª semana de gravidez e são fruto de alterações do tecido conjuntivo.

Por que acontece?

"Elas têm maior incidência na primeira gestação e ocorrem pelo rompimento de fibras elásticas e colágenas que podem não estar devidamente preparadas e hidratadas", explica a médica. Ainda assim, apesar de serem vistas conforme a barriga cresce, Tatiane explica que elas não são justificadas somente pela distensão do abdome e podem se manifestar também por uma predisposição genética. 

3) Acne: causada em geral pelo excesso de oleosidade produzida pelo corpo, a acne pode ser uma vilã presente na gestação - mas isso não é uma regra. "O comportamento das glândulas sebáceas não é tao óbvio e a gestante pode apresentar uma melhora ou piora na acne durante esse período", relata Tatiane.

Por que acontece?

"Em geral, as glândulas sofrem um estímulo na gestação e em pacientes já predispostas há um aumento do aparecimento de lesões inflamatórias. No entanto, nesse caso específico não existe uma regra e isso varia de acordo com cada paciente", esclarece.

Tratamentos estéticos devem ser recomendados pelo especialista

Para todos os três problemas, Tatiane garante que o tratamento durante a gestação é possível e, por vezes, até mesmo recomendado. Ainda assim, a médica ressalta que existem categorias de medicamentos permitidos e outros contra-indicados, por isso, nada de testar medicamentos e terapias por conta própria - principalmente nos três primeiros meses, que é quando o embrião está em fase de desenvolvimento.

"Grande parte dos medicamentos também não apresentam estudos satisfatórios para indicar com segurança e, por isso, é necessário uma avaliação individual com um especialista para discutir tais tratamentos avaliando custo e benefício", finaliza a médica.

Redação: Raquel Carletto

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