Beleza Extraordinária

Dia Internacional da Mulher: veja os cortes de cabelo que revolucionaram a vida das mulheres ao longo da História

  • O "big chop" é um dos cortes mais populares atualmente, como o de Maria Borges, que deixou os fios alisados de lado (Foto: Getty Images)
  • O corte Chanel, popularizado pela estilista nos anos 1920, é um clássico até os dias de hoje, e Karlie Kloss é uma das estrelas que já aderiram ao estilo (Foto: Getty Images)
  • Katie Holmes já usou os fios com um estilo que cruza o corte "La Garçone" com "O Chanel" (Foto: Getty Images)
  • O corte radical de Joan Jett, das Runaways, também virou moda, e Lilly Alen foi uma das famosas que aderiu ao visual nos anos 2010 (Foto: Getty Images)
  • O "long bob" é atualmente o mais adotado pelas mulheres de cabelos lisos, ondulados ou cacheados (Foto: Getty Images)
  • Nos anos 50, Brigitte Bardot inspirou as mulheres a deixarem os fios ao natural e libertarem a sua sensualidade com o volume das mechas, e a sua franja longa faz sucesso até hoje, como mostra Zoey Deschanel (Foto: Getty Images)
  • Nos anos 70, o black power despontou como emancipação da mulher negra e hoje, a luta continua, como mostra Solange Knowles (Foto: Getty Images)
  • O corte pixie, também chamado de joãozinho, continua como símbolo de irreverência e uma das famosas que ousaram cortar os fios foi Jennifer Lawrence (Foto: Getty Images)
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O "big chop" é um dos cortes mais populares atualmente, como o de Maria Borges, que deixou os fios alisados de lado (Foto: Getty Images)
  • O "big chop" é um dos cortes mais populares atualmente, como o de Maria Borges, que deixou os fios alisados de lado (Foto: Getty Images)
  • O corte Chanel, popularizado pela estilista nos anos 1920, é um clássico até os dias de hoje, e Karlie Kloss é uma das estrelas que já aderiram ao estilo (Foto: Getty Images)
  • Katie Holmes já usou os fios com um estilo que cruza o corte "La Garçone" com "O Chanel" (Foto: Getty Images)
  • O corte radical de Joan Jett, das Runaways, também virou moda, e Lilly Alen foi uma das famosas que aderiu ao visual nos anos 2010 (Foto: Getty Images)
  • O "long bob" é atualmente o mais adotado pelas mulheres de cabelos lisos, ondulados ou cacheados (Foto: Getty Images)
  • Nos anos 50, Brigitte Bardot inspirou as mulheres a deixarem os fios ao natural e libertarem a sua sensualidade com o volume das mechas, e a sua franja longa faz sucesso até hoje, como mostra Zoey Deschanel (Foto: Getty Images)
  • Nos anos 70, o black power despontou como emancipação da mulher negra e hoje, a luta continua, como mostra Solange Knowles (Foto: Getty Images)
  • O corte pixie, também chamado de joãozinho, continua como símbolo de irreverência e uma das famosas que ousaram cortar os fios foi Jennifer Lawrence (Foto: Getty Images)

Seja ele curto, médio, em camadas ou até raspado, o cabelo  é capaz de revelar vários traços da personalidade de uma mulher. Depois muito tempo mantendo os fios longos com penteados elaborados ou perucas, no século XX cortes de cabelo como o pixie, o Chanel, ou o big chop se tornaram mais que tendências e entraram para a história do movimento feminista. Confira os looks que fizeram parte dessa luta ao longo dos anos, mostrando cada vez mais que o empoderamento feminino veio para ficar!

Cortes 'La Garçonne' e 'Chanel' começaram o movimento de libertação da mulher por volta de 1920

Nos anos 1920, o corte curto, adotado pelas sufragistas - defensoras do direito ao voto para as mulheres - veio para marcar o processo de libertação das mulheres através da aparência. A estilista e eterna feminista Gabrielle Bonheur Chanel, famosa Coco Chanel, implementou o estilo masculino no vestuário das mulheres e o seu corte de cabelo curto e reto, na altura das orelhas, virou tendência. 

Antes dela, em 1917, a atriz Louise Brooks usou um estilo bem curtinho, apelidado de "La Garçonne", no seu papel em "A Caixa de Pandora", que inspirou na maioria dançarinas e mulheres solteiras que já procuravam mostrar o seu poder num mundo governado por homens. Símbolo de toda uma luta, "O Chanel" é um clássico pedido nos salões de beleza hoje.

Cabelos volumosos e franjas de Brigitte Bardot viraram símbolo de sensualidade na década de 1950

Em uma época pós-guerra de grande repressão, era esperado das mulheres que fossem esposas e donas de casa perfeitas. Os cabelos eram usados no comprimento médio, acima do ombro, como símbolo de decência e feminilidade, sempre impecavelmente arrumados. Na metade da década, Brigitte Bardot inspirou as mulheres a libertarem as permanentes e os cabelos perfeitos, mostrando toda a sua sensualidade sem medo. A sua franja longa e despojada marcou uma tendência que também é usada até os dias de hoje, vem como o volume e as famosas "beach waves".

O 'Beatle' e o 'Pixie' foram os grandes marcos da década de 1960

Com a década de 1960, mini saia virou sucesso e também chegaram a pílula anticoncepcional e libertação artística. E nos cabelos, isso se traduziu em cortes ultracurtos que, até então, eram usados apenas por homens. O corte "Beatle", inspirado na banda, é um dos curtos mais adotados pelas mulheres até hoje, mas o que mais fez sucesso nesta década foi o corte pixie, usado por Audrey Hepburn, Twiggy e Jean Seaberg. Hoje, o corte, que também ganha o nome de "joãozinho" precisamente por ser um símbolo masculino, continua marcando o empoderamento feminino e a luta pela igualdade de direitos.

Movimentos afro e punk nos anos de  1970 libertaram as mulheres de alisamentos e comprimento longo

À medida que o século XX foi avançando, a expressão pessoal e artística foi ganhando cada vez mais peso. No mundo feminino, cada vez menos as amarras da sociedade faziam sentido e nesta época, vários grupos de mulheres começaram a se erguer num mundo que ainda era dominado pelos homens. "The Runaways" foi uma banda de mulheres que surgiu na era punk nos Estados Unidos, e desde cedo chocou pela imagem ousada. O corte de cabelo da vocalista, Joan Jett, ganhou o nome de "mullet", e criou um movimento feminista entre as mulheres da época.

Além disso, a luta pela igualdade de direitos negros também emergia, e além de interfluenciar na política, o movimento também trouxe mudanças na aparência. O "black power" trouxe os afros volumosos à moda, pela mão de Angela Davis, ativista feminista que se tornou símbolo da emancipação da mulher negra.

Décadas de 1990 e 2000 marcaram a liberdade de estilos 

Finalmente, nos anos 1990, as mulheres ganharam alguma voz, embora a batalha não tenha terminado. Agora, os estilos eram totalmente livres: cabelos curtos, médios, longos, raspados... Nesta época, a mulher trabalha, tem filhos e tem uma vida bem corrida; por isso o corte de cabelo tem que estar em concordância com o seu dia a dia e ser bastante prático. Dois dos mais famosos foram o "The Rachel", corte médio em camadas usado por Jennifer Aniston, que interpretava a personagem de mesmo nome na série "Friends" e o "Lady Di", o curto superelegante da Princesa Diana. 

'Big chop' e 'long bob' são os cortes mais marcantes da atualidade

Hoje em dia, as mulheres seguem se empoderando cada vez mais, marcando a sua posição na luta pela igualdade de sexos. A mulher dos anos 2010 continua suando para construir uma carreira de sucesso e manter a família de pé, ao mesmo tempo que estuda e se envolve em vários projetos para o seu desenvolvimento pessoal.

Mais segura que nunca, ela busca um visual prático, que combine com seu estilo e o long bob, médio reto e com pontas repicadas, que não precisa de muita manutenção, é o queridinho das donas de cabelos lisos, ondulados e cacheados. Entre as donas de cabelo crespo, o grande marco do momento é o "big chop", especialmente no Brasil, como afirmação e auto-aceitação: as mulheres negras estão cortando as mechas alisadas e se orgulhando de seus fios na textura natural. 

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