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Bordado capilar: corte promete acabar com danos sem tirar comprimento

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Corte bordado promete tirar danos do cabelo sem mexer no comprimento

Quem nunca foi ao salão de beleza e saiu com alguns centímetros de cabelo cortados além do que gostaria? Um novo corte se torna tendência: o bordado capilar, que promete acabar com a angústia de quem fica com os fios mais curtos do que deseja, removendo as pontas duplas e o frizz sem mexer no comprimento.

A técnica milagrosa já estava nos salões como corte "remake", mas ficou mais forte depois que celebridades como Fernanda Lima e Thaila Ayala passaram a usar . Daí, foi rebatizado para conquistar mais adeptas, como explicou o hairstylist do Ophicina do Cabelo, Guilherme Guedes: "é um serviço tradicional que agora está com novo nome. Ele limpa o que é necessário e não tira comprimento; o que é ótimo para clientes que não desejam cortar, mas que sabem que é necessário para manter a saúde dos fios".

Corte a seco remove pontas duplas, frizz e ressecados sem tirar comprimento

O cabeleireiro explica que o corte é feito com o cabelo seco e requer técnica. Para realizá-lo, o profissional separa as mechas com paciência e usa uma tesoura especial, que sela a cutícula das madeixas, para retirar pontas duplas e partes danificadas ou ressecadas. O tratamento é mais indicado para quem usa química, por ter mechas mais fragilizadas do que quem tem cabelo "virgem", mas qualquer um também pode tentar o bordado capilar, porque mesmo quem não faz procedimentos, está exposto a outros danos como poluição e raios solares.

Guilherme ensina que todos os tipos de madeixa podem usar a técnica, dos mais crespos aos chapados, mas conta que há uma diferença para cortar os lisos: "escovo os mais lisos antes do corte porque no momento o estilizamos, já sabemos como o cabelo vai ficar no dia a dia da cliente, então nos preocupamos também em fazer o movimento, para dar um aspecto bonito".

Corte exige paciência e pode custar até o dobro do valor

O nome "bordado" combina com a paciência necessária que o cabeleireiro precisa ter para "costurar" mecha por mecha. Adepta do corte, a estudante de medicina Iasmin Gomes costuma ficar até uma hora e meia na cadeira do profissional: "faz diferença, mas é preciso ter paciência, porque fico muito tempo sentada quando poderia estar estudando. Mas muda mesmo, o cabelo parece mais saudável e não perde comprimento. O problema é o preço: custa até uns 50% a mais do que pagava por um corte normal", contou.

Apesar do corte retirar as partes danificadas, é preciso continuar com hidratações em casa e no salão. Para deixar os cabelos mais saudáveis, invista em shampoos e condicionadores para seu tipo de fio e escolha produtos que ajudam a prevenir e combater as temidas pontas duplas e o frizz .

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